Memphis voltou, Bidon marcou, Raniele foi expulso e a torcida argentina ainda resolveu transformar a saída da Neo Química Arena em um episódio de filme de ação
O Corinthians precisava de uma coisa na noite de quinta-feira:
vencer.
E venceu.
Não foi exatamente uma atuação para colocar na parede da sala e chamar de obra-prima, mas, convenhamos, depois de 90 minutos com um jogador a menos, o torcedor corintiano provavelmente aceitaria a classificação até se o gol tivesse sido feito pelo bandeirinha.
O Timão bateu o Rosario Central por 1 a 0, na Neo Química Arena, e garantiu vaga nas quartas de final da Copa Libertadores 2026. O único gol foi marcado por Breno Bidon, após cobrança de falta de Memphis Depay, que voltou ao time justamente depois de toda aquela novela da renovação.
E se você acha que o jogo terminou quando o árbitro apitou…
Calma.
Ainda tinha a programação especial na arquibancada.
Memphis voltou. E voltou trabalhando.
Depois de protagonizar uma das maiores novelas recentes do futebol brasileiro, Memphis Depay finalmente voltou a vestir a camisa do Corinthians.
E não voltou simplesmente para bater cartão.
Entrou no segundo tempo, quando o Corinthians já estava com um jogador a menos, e pouco tempo depois resolveu mostrar por que o clube fez tanto esforço para mantê-lo.
Aos 35 minutos, Memphis cobrou uma falta na área e Breno Bidon desviou para o gol.
Corinthians 1 x 0 Rosario Central.
Pronto.
A novela terminou.
O homem voltou.
Deu assistência.
O Corinthians fez o gol.
E a classificação veio.
Se isso fosse novela mesmo, nesse momento entraria aquela música de final feliz.
Só faltou aparecer escrito:
“E Memphis e Corinthians viveram felizes para sempre.”
Até a próxima reunião financeira, obviamente.
Raniele foi expulso e o Corinthians resolveu testar a pressão arterial
O jogo estava controlado?
Mais ou menos.
Porque Libertadores sem sofrimento aparentemente dá alergia aos clubes brasileiros.
No início do segundo tempo, Raniele foi expulso após revisão do VAR, deixando o Corinthians com dez jogadores.
A partir daí, o Rosario Central ganhou espaço e passou a pressionar.
E o Corinthians?
Recuou.
Recuou mais.
Mais um pouquinho.
Mais um pouquinho…
Daqui a pouco, o time estava praticamente dentro do gol junto com Hugo Souza.
A estratégia passou a ser extremamente sofisticada:
defender, afastar a bola e torcer.
Matheuzinho afastava uma bola pela lateral e comemorava como se tivesse marcado um gol.
Hugo Souza fazia uma defesa e o torcedor já começava a considerar o goleiro candidato à presidência da República.
Era o Corinthians versão:
“Hoje não precisa jogar bonito. Só precisa sobreviver.”
E sobreviveu.
Breno Bidon: o homem que resolveu a situação
No meio de todo aquele caos, apareceu Breno Bidon.
O meia aproveitou a cobrança de falta de Memphis e desviou para as redes, colocando o Corinthians na frente.
E o mais interessante é que Bidon não marcou apenas um gol.
Ele marcou o gol da classificação.
Porque o primeiro jogo, em Rosário, havia terminado em 0 a 0.
Portanto:
Rosario Central 0 x 0 Corinthians
Corinthians 1 x 0 Rosario Central
Corinthians classificado.
É aquela velha matemática do futebol:
Se fizer um e não tomar nenhum, você ganha.
A Preguiça acaba de descobrir o segredo do futebol moderno.
O Rosario tentou. Hugo Souza disse “hoje não”
Depois do gol, o Rosario Central partiu para cima.
E teve oportunidade.
Em uma das melhores chances, Enzo Copetti ficou frente a frente com Hugo Souza, mas mandou a bola por cima. Nos minutos finais, os argentinos ainda assustaram em finalização de Alan Rodríguez.
Mas o Corinthians segurou.
E aqui temos que dar crédito ao Timão.
O time ficou com dez jogadores, sofreu pressão e conseguiu manter o resultado até o apito final.
Não foi uma aula de futebol.
Foi mais uma aula de:
“Como sobreviver a uma prova para a qual você não estudou.”
E o Corinthians passou.
E depois do jogo… o pau quebrou
Mas aparentemente 1 a 0 e classificação não eram suficientes para encerrar a noite.
Depois do apito final, houve uma confusão envolvendo torcedores do Corinthians, torcedores do Rosario Central e a Polícia Militar na Neo Química Arena.
Segundo as informações divulgadas, torcedores corintianos que deixavam o estádio passaram pela área destinada aos argentinos e houve provocações. A situação evoluiu para confronto, com arremesso de grades e intervenção da polícia. Dois policiais ficaram feridos.
No total, nove torcedores foram detidos: quatro do Corinthians e cinco do Rosario Central. Eles foram levados ao Juizado Especial Criminal instalado na própria arena.
Ou seja, o roteiro da noite foi:
Corinthians vence.
Classifica.
Torcida comemora.
Memphis volta.
Bidon faz gol.
Raniele é expulso.
Hugo salva.
E quando todo mundo achou que poderia simplesmente ir embora…
PLOT TWIST!
A polícia entrou em campo.
Bom…
Não exatamente em campo.
Mas chegou perto o suficiente para garantir que ninguém fosse embora dizendo que a noite foi sem emoção.
Rosario Central: eliminado dentro de campo e confusão fora dele
O Rosario Central não conseguiu marcar durante os 180 minutos do confronto.
Foram:
180 minutos.
Zero gols.
Eliminação.
E, para completar, a equipe argentina ainda viu seus torcedores protagonizarem a confusão após a partida.
Só que vale lembrar que a rivalidade entre Corinthians e Rosario já vinha carregada de tensão desde o jogo de ida.
Na partida disputada na Argentina, Hugo Souza relatou ter sofrido ofensas racistas vindas da torcida do Rosario Central, e o árbitro chegou a acionar o protocolo antirracismo.
Ou seja, definitivamente não era um confronto com clima de:
“Boa noite, amigo. Que vença o melhor.”
Era Libertadores.
Corinthians está nas quartas da Libertadores
No final das contas, o Corinthians conseguiu exatamente aquilo que precisava.
Vitória por 1 a 0.
Classificação para as quartas.
Memphis de volta.
Breno Bidon decisivo.
E agora o próximo adversário será outro argentino:
Estudiantes de La Plata.
O confronto das quartas de final terá o primeiro jogo na Argentina e a volta na Neo Química Arena.
Ou seja…
Argentina novamente.
Depois de Rosario, o Corinthians vai ter mais um encontro com os hermanos.
E a Preguiça já está preparando o sofá.
Porque se o próximo jogo terminar em:
1 x 0 + jogador expulso + pressão + pancadaria depois…
a gente vai precisar começar a vender ingresso para o cardiologista.
🥱 Nota Preguiça FC: 8,5/10
Futebol: 7/10
Raça: 10/10
Memphis: 9/10
Breno Bidon: 10/10
Hugo Souza: 9/10
Sofrimento: 11/10
Confusão pós-jogo: infelizmente, 10/10
O Corinthians não encantou.
Não precisava.
Precisava classificar.
E classificou.
Memphis voltou da novela com assistência, Bidon fez o gol, Raniele foi expulso, Hugo Souza segurou a bronca e a Fiel empurrou o time até o fim.
Depois, infelizmente, a noite terminou com uma confusão entre torcedores e policiais que rendeu nove detenções.
No futebol, dizem que o importante é o resultado.
E o resultado foi:
CORINTHIANS 1 x 0 ROSARIO CENTRAL
Timão nas quartas.
E para o Rosario…
Gracias, amigos.
Podem pegar o ônibus.
A próxima novela do Memphis fica para outro capítulo.
🥱⚽
