Preguiça FC debocha da falha de Rossi na saída de bola do Flamengo contra o SantosRossi quis inventar moda na saída de bola, e a Preguiça não perdoou: quando o goleiro quer ser camisa 10, sobra desespero para a torcida!

Subtítulo: O Flamengo estava vencendo por 2 a 0, mas Rossi aparentemente achou que a partida estava fácil demais. Resultado: uma saída de bola criminosa para a paz do torcedor e mais um episódio para a coleção de momentos “eu não acredito que ele fez isso”.

Rossi, você é goleiro ou quer ser o camisa 10?

Existe uma regra básica no futebol: goleiro defende, zagueiro marca, meia arma e atacante faz gol.

Claro que o futebol evoluiu. Hoje, o goleiro também participa da construção das jogadas, troca passes e ajuda o time a sair da pressão.

Tudo muito bonito na teoria.

Na prática, temos Agustín Rossi.

O homem parece olhar para uma bola dominada dentro da própria área e pensar:

“Posso simplesmente afastar essa bola para longe? Não! Vou tentar uma jogada genial, porque o futebol precisa da minha criatividade!”

E lá vai Rossi, com a tranquilidade de quem está jogando uma pelada de domingo, tentando encontrar um passe que nem o GPS do Google Maps conseguiria calcular.

O problema é que o adversário não está ali para assistir ao espetáculo. Está ali para roubar a bola.

E quando o passe dá errado, não existe botão de desfazer.

Rossi parece ter confundido saída de bola com concurso de talentos. E, pelo visto, ninguém avisou que a inscrição era opcional.

O homem não quer dar chutão. Quer dar conteúdo!

Vamos combinar: ninguém está pedindo para o goleiro rifar toda bola que chega aos seus pés.

Saber jogar com os pés é importante. Ter tranquilidade sob pressão também.

Mas existe uma diferença entre sair jogando com inteligência e tentar provar que você tem a visão de jogo de um camisa 10 quando o adversário está praticamente respirando no seu cangote.

Rossi parece ter desenvolvido uma relação emocional com a bola.

Ele não quer se separar dela.

Pode ter um atacante pressionando, um companheiro cercado e o torcedor começando a rezar em três idiomas. O goleiro continua procurando aquele passe perfeito, aquele lançamento cinematográfico, aquela jogada que vai entrar para os melhores momentos.

E entra mesmo.

Só que nos melhores momentos do adversário.

O Rossi não dá chutão porque acredita no futebol moderno. O problema é que, às vezes, o futebol moderno pede uma coisa revolucionária: mandar a bola para longe.

A confiança é admirável. O critério é que preocupa.

Uma das coisas mais impressionantes em Rossi é a confiança.

O goleiro pode estar cercado por três jogadores, com o companheiro marcado e o perigo batendo à porta. Ainda assim, parece acreditar que tudo está sob controle.

É uma autoconfiança invejável.

O sujeito tem mais confiança no passe arriscado do que muito atacante tem na hora de bater pênalti.

Se a confiança fosse suficiente para evitar gols, Rossi terminaria o Brasileirão sem sofrer nenhum.

Mas existe um pequeno detalhe chamado realidade.

E a realidade costuma aparecer justamente quando o goleiro resolve inventar uma jogada desnecessária.

Contra o Santos, o Flamengo vencia por 2 a 0. A saída de bola mal executada ajudou a desencadear a sequência que terminou em pênalti, expulsão de Jorginho e empate por 2 a 2.

O problema não foi simplesmente errar um passe. Todo jogador erra.

O problema foi escolher o tipo de jogada que transforma um erro comum em um desastre coletivo.

Rossi não precisa acertar todos os passes. Precisa entender quando não passar é a melhor jogada.

Manual de sobrevivência para quem divide a defesa com Rossi

Imagine ser zagueiro do Flamengo.

Você passa 80 minutos correndo, disputando bolas, bloqueando finalizações e tentando manter o adversário longe da área.

Aí recua a bola para o goleiro.

Nesse momento, em vez de sentir segurança, você precisa começar a fazer cálculos:

  • Será que ele vai dominar?
  • Será que vai tocar de primeira?
  • Será que tem alguém chegando?
  • Será que hoje ele vai simplesmente afastar a bola?
  • Será que preciso fingir uma lesão para não participar dessa construção?

É uma situação complicada.

O zagueiro recua a bola para ganhar tranquilidade e recebe de volta uma crise existencial.

E o pior é que o torcedor também participa desse processo. Toda vez que Rossi recebe um recuo, milhares de rubro-negros devem apertar o sofá e pensar: “Meu Deus, lá vem”.

Isso não é construção de jogada. É um teste de resistência psicológica.

O Flamengo precisa de um goleiro que passe segurança. Não de um goleiro cuja reposição provoque taquicardia na arquibancada.

O prêmio Tá de Sacanagem! vai para…

🏆 Agustín Rossi — categoria: Melhor participação em um desastre anunciado.

Habilidade especial: transformar uma bola aparentemente inofensiva em assunto para a semana inteira.

Frase que combina com o personagem: “Calma, eu sei o que estou fazendo.”

O problema: quando alguém precisa repetir muito essa frase, geralmente é porque os outros começaram a duvidar.

Rossi pode fazer boas defesas, ajudar o Flamengo em várias partidas e ter qualidades importantes. Nada disso impede a corneta quando uma decisão errada compromete o resultado.

E é justamente aí que mora a graça — ou o desespero.

Não estamos cobrando que ele seja perfeito. Estamos cobrando que, de vez em quando, escolha o caminho mais simples.

Nem toda bola precisa sair tocando. Nem toda jogada precisa ser bonita. Nem toda partida precisa virar um episódio de A Grande Família do Caos.

Às vezes, o melhor passe é aquele que manda a bola para o outro lado do campo.

Veredito da Preguiça

Rossi, meu querido, você trabalha em uma profissão na qual a maioria das pessoas só lembra de você quando faz uma defesa espetacular ou comete uma falha grotesca.

A gente entende a pressão.

Mas você também precisa entender que o torcedor do Flamengo já tem motivos suficientes para perder a paz. Não precisa transformar cada recuo de bola em uma experiência de quase morte.

Se quiser jogar com os pés, tudo bem.

Se quiser participar da construção, beleza.

Agora, se a bola estiver perigosa, o adversário estiver pressionando e o passe não existir, faça o favor de não tentar descobrir uma nova dimensão do futebol.

A bola não precisa sair bonita. Precisa sair viva.

E, Rossi, pelo amor de tudo que é mais sagrado no futebol: na próxima vez que estiver ganhando por 2 a 0, experimente não inventar moda.

O torcedor agradece. O zagueiro agradece. O cardiologista agradece.

E a Preguiça, principalmente, agradece por não precisar escrever outro post inteiro sobre a mesma besteira.

Tá de sacanagem!

Aquele futebol que dá até preguiça de comentar.

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