Brasileirão 2026 • Santos 2 x 2 Flamengo
O Flamengo tinha o jogo nas mãos, vencia por 2 a 0 e parecia caminhar tranquilamente para mais três pontos no Brasileirão. Mas aí o goleiro Rossi aparentemente olhou para a vida e pensou: “Está tudo muito calmo por aqui. Acho que está faltando uma emoçãozinha.”
E emoção foi o que não faltou!
Uma saída de bola desastrosa, pênalti para o Santos, expulsão de Jorginho, dois gols de Neymar e um empate que deixou o Flamengo com aquela cara de quem acabou de jogar dois pontos pela janela. Para completar o pacote de sofrimento rubro-negro, o Palmeiras venceu e a diferença na liderança caiu para apenas um ponto.
Flamengo estava tranquilo… até Rossi resolver participar
O primeiro tempo terminou com o Flamengo em vantagem por 2 a 0.
Aos 43 minutos, Danilo abriu o placar após uma boa jogada com Pedro. Já nos acréscimos, Lucas Paquetá ampliou de cabeça, aproveitando cruzamento de Carrascal.
O cenário era perfeito para o Rubro-Negro: vantagem confortável, controle da partida e um Santos que precisava encontrar uma maneira de reagir.
Só que o segundo tempo reservava uma reviravolta digna de novela das nove.
Rossi apronta, Jorginho paga a conta e o jogo vira um caos
Aos 26 minutos da etapa final, o Flamengo se complicou na saída de bola. Rossi participou da confusão, Jorginho acabou caindo e colocou a mão na bola durante a disputa com Rony.
Inicialmente, o árbitro marcou falta fora da área e aplicou cartão amarelo. Depois de uma longa revisão do VAR, a decisão mudou: pênalti para o Santos e cartão vermelho para Jorginho. A análise demorou quase dez minutos — tempo suficiente para o torcedor envelhecer uns três anos esperando a decisão.
E aqui cabe uma observação: não dá para colocar toda a conta na expulsão. A jogada começou com uma saída de bola mal executada, e o próprio Jorginho reconheceu depois que o time precisava ter escolhido uma solução mais segura.
Mas, convenhamos, Rossi também não precisava colaborar tanto com o roteiro.
O Flamengo saiu de uma situação confortável para jogar com dez homens e defender uma vantagem que já parecia bem menos segura.
Neymar entra e transforma o empate em realidade
Com um jogador a mais, o Santos ganhou força e partiu para cima.
Neymar, que entrou no intervalo após se recuperar de uma lesão, assumiu a responsabilidade nas cobranças de pênalti.
Aos 36 minutos, converteu a primeira penalidade e diminuiu para 2 a 1. Seis minutos depois, aos 42, marcou novamente em outra cobrança e deixou tudo igual: Santos 2 x 2 Flamengo.
O Santos saiu de uma desvantagem de dois gols para buscar o empate, enquanto o Flamengo viu a vitória escapar em poucos minutos.
E a Preguiça fica imaginando o diálogo no vestiário rubro-negro:
— Estávamos ganhando por dois gols. O que aconteceu?
— Melhor não perguntar. O Rossi pode querer explicar com os pés.
Palmeiras agradece e cola no Flamengo
Se o empate já era ruim para o Flamengo, a vitória do Palmeiras deixou tudo ainda mais indigesto.
Com o resultado na Vila Belmiro, o Flamengo chegou a 61 pontos, enquanto o Palmeiras ficou com 60 pontos, reduzindo a diferença na liderança para apenas um ponto.
Diferença na liderança: apenas 1 ponto.
Traduzindo: o Flamengo tinha a oportunidade de manter uma vantagem importante, mas terminou a noite vendo o rival pelo retrovisor — e cada vez mais perto.
Agora, qualquer tropeço pode custar caro. A disputa pelo título ganhou aquele tempero que faz o torcedor conferir a tabela antes mesmo de terminar o jantar.
A Preguiça explica
O Flamengo fez dois gols, controlou boa parte do jogo e tinha tudo para sair da Vila Belmiro com a vitória.
Só que Rossi resolveu adicionar um pouco de emoção, Jorginho terminou expulso e Neymar aproveitou as oportunidades para buscar o empate.
O Santos merece crédito pela reação, mas o Flamengo também precisa olhar para os próprios erros. Em reta final de campeonato, entregar uma vantagem de dois gols não é exatamente a estratégia mais recomendada para quem quer ser campeão.
E o Palmeiras? Agradece, sorri e encosta.
Moral da história: se estiver ganhando por 2 a 0, talvez seja melhor não inventar moda na saída de bola.
Rossi, fica a dica: às vezes, o chutão também é uma forma de arte.
Aquele futebol que dá até preguiça de comentar.
O preguiça não ficou com preguiça e além dessa cornetada comentou sobre o jogo. Olha só aqui

