Com um jogador a menos, gol no fim, empate nos acréscimos e Fábio salvando nos pênaltis, o Tricolor transformou uma classificação em um episódio de “Vingadores: Ultimato”
Se você achou que o Fluminense iria simplesmente para a Argentina, vencer o Independiente Rivadavia e voltar tranquilamente para casa, claramente ainda não conhece o Fluminense.
O Tricolor precisava vencer para avançar às quartas de final da Copa Libertadores 2026, depois do empate por 0 a 0 no Maracanã. E conseguiu.
Bom…
Mais ou menos.
O Fluminense empatou por 1 a 1 no tempo normal, venceu por 5 a 4 nos pênaltis e garantiu a classificação para as quartas de final. Fábio foi decisivo, defendendo duas cobranças na disputa.
Ou seja: tecnicamente, foi uma classificação.
Emocionalmente?
Foi um pedido coletivo de socorro.
O Fluminense começou com Hulk e terminou com os Vingadores
O time que entrou em campo tinha Hulk.
E isso, por si só, já parecia uma tentativa de intimidar os argentinos.
O problema é que o jogo foi ficando tão dramático que, quando chegamos aos minutos finais, parecia que o Fluminense tinha abandonado o futebol tradicional e convocado todo o Universo Marvel para tentar sobreviver.
E é aqui que entra a frase que resume perfeitamente a noite:
“O time do Fluminense que começou o jogo com Hulk e terminou o jogo parecendo que tinha o Vingadores em campo, no desespero, conseguiu superar o time do Rivadavia.”
Se aparecesse o Thor entrando no campo aos 48 do segundo tempo, ninguém mais questionaria.
Serna coloca o Fluminense na frente
Depois de um primeiro tempo sem gols, o Fluminense conseguiu abrir o placar aos 30 minutos do segundo tempo.
Hércules encontrou Kevin Serna, que recebeu em velocidade e finalizou para colocar o Tricolor em vantagem.
1 a 0.
Pronto.
Agora era só controlar o jogo.
Era só não fazer nenhuma loucura.
Era só administrar.
Era só…
Não.
Estamos falando do Fluminense.
Canobbio é expulso e começa o modo “sobrevivência”
Aos 12 minutos do segundo tempo, Agustín Canobbio recebeu cartão vermelho e deixou o Fluminense com um jogador a menos.
A partir daí, o jogo mudou completamente.
O Fluminense deixou de jogar pela vitória e passou a jogar pela sobrevivência.
Aquele futebol bonito e cheio de troca de passes foi substituído pelo tradicional:
“TIRA ESSA BOLA DAQUI!”
E se alguém perguntasse qual era o esquema tático naquele momento, provavelmente a resposta seria:
4-4-2-1-1-1-0-HELP.
Quando tudo parecia resolvido… o VAR apareceu
O relógio avançava.
O Fluminense estava vencendo.
A vaga estava praticamente encaminhada.
O torcedor já começava a respirar.
E então…
pênalti para o Rivadavia.
Alex Arce foi para a cobrança e empatou a partida já nos acréscimos, levando a decisão para os pênaltis. O lance teve análise do VAR após toque no braço de Ignácio.
Porque aparentemente classificar sem sofrimento não estava no contrato do Fluminense.
1 a 1.
Fim de jogo.
Pênaltis.
Agora era hora de descobrir quem tinha mais preparo psicológico:
os jogadores ou o cardiologista dos torcedores.
Fábio decidiu que ainda não era hora de ir para casa
Se o Fluminense chegou aos pênaltis vivo, boa parte da responsabilidade pode ser colocada na conta de Fábio.
O goleiro defendeu duas cobranças do Rivadavia e foi decisivo para garantir a classificação tricolor.
Enquanto alguns jogadores estavam tentando decidir a partida na cobrança de pênaltis, Fábio aparentemente estava pensando:
“Deixa comigo que eu resolvo.”
E resolveu.
O Fluminense venceu a disputa por 5 a 4 e garantiu sua vaga nas quartas de final da Libertadores.
No fim, o Fluminense conseguiu o que queria
Vamos dar crédito ao Tricolor.
O Fluminense enfrentou um adversário complicado, jogou boa parte do segundo tempo com um jogador a menos, sofreu o empate nos acréscimos e ainda teve cabeça para vencer a disputa por pênaltis.
Isso é, sim, sinal de resistência.
Só que existe uma diferença enorme entre:
“Que classificação heroica!”
e
“Precisava fazer o torcedor passar por isso?”
Porque dava para ter sido tranquilo.
Mas o Fluminense aparentemente olhou para uma classificação simples e pensou:
“Não. Vamos transformar isso em um filme de três horas.”
O Fluminense está nas quartas da Libertadores
Com a classificação, o Fluminense segue vivo na busca pelo título continental e agora aguarda o vencedor do confronto entre Platense e Coquimbo Unido para conhecer seu adversário nas quartas de final.
E depois dessa noite, uma coisa ficou clara:
O Fluminense pode até não facilitar a vida do próprio torcedor.
Mas aparentemente também não pretende facilitar a vida de ninguém na Libertadores.
🥱 Nota Preguiça FC: 8/10
Futebol: 7/10
Drama: 11/10
Sofrimento do torcedor: 15/10
Atuação de Fábio: 10/10
Necessidade de chamar os Vingadores: absolutamente desnecessária.
O Fluminense começou a partida com Hulk.
Terminou parecendo que tinha Hulk, Capitão América, Thor, Homem de Ferro e o elenco inteiro dos Vingadores tentando impedir o Rivadavia de fazer mais um gol.
E no final deu certo.
O Tricolor está nas quartas.
A Preguiça FC só tem uma recomendação para o próximo jogo:
Se possível, classifica sem transformar a partida em teste para o coração.
Porque a Preguiça até gosta de futebol.
Mas desse jeito ela vai precisar dormir uma semana para se recuperar. 🥱⚽
