Mascote Preguiça FC com uniforme listrado preto e verde comemorando a vitória dramática do Flamengo sobre o Atlético-MG diante da televisão.decide no último lance, e o Flamengo vence o Atlético-MG por 3 a 2. A liderança voltou, mas o sossego do torcedor continua desaparecido.

O Mengão dominou, contou com a ajuda da sorte, resolveu entregar o jogo no segundo tempo e precisou de um pênalti no último lance para vencer o Atlético-MG por 3 a 2. O torcedor sobreviveu. O sofá, não sabemos.

O Flamengo venceu o Atlético-MG por 3 a 2, de virada, nesta segunda-feira, no Maracanã, pela 32ª rodada do Brasileirão. Com gols de Plata, Arrascaeta e Carrascal, o Rubro-Negro conquistou três pontos fundamentais e retomou a liderança do campeonato.

Mas, como estamos falando de Flamengo, a vitória não poderia vir acompanhada apenas de futebol. Precisava ter drama, sofrimento, uma dose generosa de emoção e aquele segundo tempo que fez muita gente procurar a caixa de remédios.

⚽ Primeiro tempo: o flamengo domina, Bernand corre e Plata descobre uma nova profissão

O Flamengo começou melhor, controlando as ações e pressionando o Atlético-MG. O problema era transformar o domínio em gols. A equipe rondava a área adversária, criava oportunidades, mas parecia ter esquecido de incluir a parte mais importante do plano: acertar o alvo.

Até que, aos seis minutos, veio a ducha de água fria.

Depois de uma falha rubro-negra na construção da jogada, o Atlético-MG aproveitou o espaço para contra-atacar. Bernard, baixinho, rápido e aparentemente movido a três cafés expressos, recebeu em condições de avançar e abriu o placar para os mineiros.

Flamengo 0 x 1 Atlético-MG.

O Galo precisou de uma oportunidade para marcar. O Flamengo precisou de um gol sofrido para lembrar que a partida tinha adversário.

A boa notícia é que, dessa vez, a sorte resolveu vestir vermelho e preto.

Aos 33 minutos, Gonzalo Plata tentou cruzar a bola para a área. Só que o equatoriano aparentemente tinha outros planos para aquela bola, e ela acabou entrando no gol.

Foi cruzamento? Foi chute? Foi uma tentativa de assistência que decidiu mudar de carreira no meio do caminho?

Não sabemos. E talvez nem o próprio Plata saiba.

O importante é que a bola entrou, o empate saiu e o Flamengo ganhou um gol daqueles que fazem o torcedor agradecer ao futebol por não exigir explicação para tudo.

Flamengo 1 x 1 Atlético-MG.

E o Mengão ainda conseguiu melhorar a situação antes do intervalo.

Aos 40 minutos, Arrascaeta mostrou que, quando o talento resolve trabalhar, a gente até esquece por alguns instantes o restante do elenco. O uruguaio fez uma bela jogada individual, passou pela marcação e finalizou para virar a partida.

Flamengo 2 x 1 Atlético-MG.

O primeiro tempo terminou com o Flamengo em vantagem e a impressão de que a equipe tinha encontrado o caminho da vitória.

O torcedor, naturalmente, começou a acreditar.

Primeiro erro da noite: acreditar que o segundo tempo seria tranquilo.

🥱 Segundo tempo: o flamengo desliga e o torcedor liga o modo desespero

Se o Flamengo terminou a primeira etapa jogando bem, voltou para o segundo tempo como se tivesse passado o intervalo inteiro assistindo a vídeos de férias no Caribe.

A intensidade caiu, o time perdeu o controle da partida e o Atlético-MG começou a encontrar espaços.

Aos 13 minutos, Renan Lodi recebeu um lançamento, finalizou de primeira e acertou um belo chute para empatar o confronto.

Flamengo 2 x 2 Atlético-MG.

E lá fomos nós novamente.

O Flamengo que dominou o primeiro tempo parecia ter sido substituído por uma equipe que recebeu a informação de que o jogo já estava ganho e resolveu economizar energia.

O Atlético-MG cresceu, o Rubro-Negro passou a sofrer e a vitória, que parecia relativamente encaminhada, virou uma negociação de alto risco.

O problema não era apenas sofrer o empate. Era a maneira como o Flamengo perdeu o controle do jogo.

O time deixou de ter a mesma presença ofensiva, encontrou dificuldades para construir jogadas e começou a depender de tentativas de última hora.

Aquela tranquilidade que o torcedor gostaria de encontrar em uma vitória simplesmente não apareceu.

Se o Flamengo tivesse um departamento responsável por controlar a pressão arterial da torcida, certamente estaria respondendo a um processo coletivo.

🥶 Carrascal assume a responsabilidade e manda o sofrimento para o banco

O relógio avançava, o empate permanecia no placar e o torcedor rubro-negro já começava a fazer as contas dos pontos desperdiçados.

Até que, no último lance da partida, Léo Pereira foi derrubado por Renan Lodi dentro da área. O árbitro marcou pênalti.

Era a oportunidade de salvar a noite e garantir três pontos fundamentais na disputa pelo título brasileiro.

Carrascal chamou a responsabilidade para si.

E aqui precisamos reconhecer uma coisa: o colombiano não peidou na farofa.

Com o Maracanã fervendo, a pressão nas alturas e um campeonato inteiro pedindo aquele gol, Carrascal bateu com categoria, rasteiro, no canto esquerdo do goleiro Gabriel Delfim.

Gol!

FLAMENGO 3 X 2 ATLÉTICO-MG!

O Maracanã explodiu. Os jogadores comemoraram. O torcedor provavelmente perdeu alguns anos de expectativa de vida, mas ganhou três pontos na tabela.

Carrascal decidiu a partida no último lance e mostrou personalidade para assumir uma cobrança que valia muito mais do que um gol.

E fica a reflexão: depois de uma cobrança dessas, talvez seja melhor deixar o colombiano escolher quando quer bater pênalti.

Porque, quando a responsabilidade apareceu, ele não pediu para passar a bola.

Pegou a bola, colocou na marca da cal e resolveu o problema.

📊 O que essa vitória mostra sobre o flamengo?

A vitória tem enorme importância para a disputa do Brasileirão, mas não pode esconder os problemas apresentados durante a partida.

O primeiro tempo mostrou um Flamengo capaz de controlar o adversário, pressionar e construir uma virada com qualidade. Arrascaeta foi decisivo, enquanto Plata teve a sorte de transformar um cruzamento em gol.

Já a segunda etapa expôs uma equipe que perdeu intensidade e permitiu que o Atlético-MG voltasse para o jogo.

É preciso reconhecer o mérito do adversário, que melhorou e encontrou o empate com um belo gol de Renan Lodi. Mas também é necessário cobrar do Flamengo uma atuação mais consistente durante os 90 minutos.

Não dá para jogar 45 minutos de futebol convincente e passar o restante da partida testando a resistência emocional da torcida.

A vitória veio, e isso é fundamental. O Flamengo chegou aos 70 pontos e retomou a liderança do Brasileirão, com um ponto de vantagem sobre o Palmeiras.

Só que a disputa pelo título não permite muita margem para erros.

O time precisa aprender a administrar melhor as vantagens e evitar que partidas controladas se transformem em sessões coletivas de terapia.

Porque nem sempre vai aparecer um pênalti no último lance para resolver tudo.

E, convenhamos, o coração do torcedor também merece uma folga de vez em quando.

🦥 Notas da Preguiça

Gonzalo Plata — Nota 7,5

Tentou cruzar, a bola entrou e o Flamengo ganhou o empate. Quando a intenção é uma e o resultado é melhor do que o planejado, a gente não questiona. Apenas agradece.

Arrascaeta — Nota 8,5

Fez uma bela jogada individual e virou a partida. Enquanto alguns jogadores procuram respostas, o uruguaio costuma encontrar soluções. Craque é craque.

Carrascal — Nota 9,0

Chamou a responsabilidade e decidiu no último lance. Sangue-frio, categoria e personalidade. O homem não peidou: entregou o gol da vitória com endereço certo.

Léo Pereira — Nota 8,0

Foi decisivo ao sofrer o pênalti que garantiu a vitória. No fim da partida, resolveu aparecer na área adversária e acabou protagonizando o lance que salvou a noite rubro-negra.

Sistema defensivo do Flamengo — Nota 4,5

Começou permitindo o contra-ataque que terminou no gol de Bernard e voltou a sofrer diante da reação mineira. Uma vitória no último lance é emocionante, mas não deveria ser o plano de trabalho.

Leonardo Jardim — Nota 6,5

O time fez um primeiro tempo convincente, mas caiu de rendimento depois do intervalo. A vitória salva a noite e a liderança, mas não elimina as perguntas sobre o desempenho da equipe na etapa final.

As notas são avaliações editoriais da Preguiça FC, baseadas nos principais acontecimentos da partida.

🏁 Veredito final: três pontos na conta, um susto na alma

O Flamengo venceu, virou a partida, recuperou a liderança e contou com um Carrascal decisivo para garantir os três pontos no último lance.

Foi uma vitória importante, daquelas que podem fazer diferença na reta final do campeonato.

Mas também foi um daqueles jogos em que o torcedor começa comemorando o domínio, passa pela raiva de sofrer um gol, ganha esperança com a virada, desanima com o empate e termina pulando do sofá como se tivesse acabado de ganhar na loteria.

O Rubro-Negro mostrou talento, poder de reação e personalidade no momento decisivo. Também mostrou que ainda precisa aprender a não transformar toda vantagem em um convite para o sofrimento.

No fim das contas, o placar foi justo para quem aproveitou a última oportunidade? O Atlético-MG certamente terá suas reclamações, especialmente pelo pênalti decisivo. Mas Renan Lodi reconheceu que acertou o pé de Léo Pereira no lance, e Carrascal fez a parte dele na cobrança.

O Flamengo segue vivo na briga pelo título e volta à liderança.

E o torcedor? Esse segue precisando de férias.

Agora queremos saber: o Flamengo mostrou força de campeão nessa virada ou escapou de uma encrenca depois de jogar um segundo tempo abaixo do esperado? Deixe sua corneta nos comentários!

Aquele futebol que dá até preguiça de comentar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *