Preguiça FC comemora a vitória do Vasco por 1 a 0 sobre o Boca Juniors na Bombonera pela Sul-AmericanaAdson marcou, o Vasco resistiu com um jogador a menos e a Preguiça comemorou a vitória histórica sobre o Boca Juniors na Bombonera.

Subtítulo: Adson marcou, Andrés Gómez foi expulso e o Vasco precisou sobreviver a uma verdadeira tempestade argentina. No fim, o Gigante da Colina venceu por 1 a 0 e voltou de Buenos Aires com um resultado daqueles para guardar na memória!

A Bombonera ficou pequena para a vontade do Vasco

Se alguém ainda tinha dúvidas de que o Vasco estava disposto a brigar por essa vaga na final da Copa Sul-Americana, o time tratou de responder dentro de campo.

Na noite de terça-feira, 13 de outubro, o Cruz-Maltino visitou o Boca Juniors na temida Bombonera e venceu por 1 a 0, no jogo de ida da semifinal da competição continental. O resultado deu ao Vasco a vantagem de poder empatar na partida de volta para avançar à decisão.

E não foi uma vitória qualquer. Ganhar do Boca em Buenos Aires já é complicado; ganhar em jogo eliminatório, diante de uma torcida conhecida por transformar o estádio em uma panela de pressão, é para deixar o torcedor vascaíno com o peito estufado.

A Preguiça, que normalmente prefere assistir a tudo deitada no sofá, precisou até se ajeitar na almofada para acompanhar essa atuação.

Adson aparece na hora certa

O Vasco começou o jogo com personalidade e aproveitou os espaços deixados pelo Boca Juniors.

Aos 24 minutos do primeiro tempo, Cuiabano participou da construção da jogada e Andrés Gómez cruzou na medida para Adson aparecer de cabeça e mandar a bola para a rede.

Boca Juniors 0 x 1 Vasco.

Gol de quem estava ligado no lance, de quem atacou o espaço e de quem entendeu que, em uma semifinal continental, uma oportunidade bem aproveitada pode valer ouro.

O Boca sentiu o golpe e perdeu parte da criatividade. O Vasco, por sua vez, conseguiu levar a vantagem para o intervalo.

Até ali, o roteiro era excelente para o time brasileiro. O problema é que o futebol nunca deixa a tranquilidade durar muito tempo quando pode oferecer uma boa dose de sofrimento.

Andrés Gómez resolve transformar a partida em teste cardíaco

No segundo tempo, o Boca aumentou a pressão e começou a encontrar mais espaços para atacar.

Léo Jardim precisou trabalhar, a defesa vascaína foi exigida e o time argentino passou a rondar a área brasileira com mais perigo.

Então veio o momento em que o Vasco decidiu testar os limites da própria torcida.

Aos 18 minutos da etapa final, Andrés Gómez se envolveu em uma discussão com o árbitro Piero Maza. Depois de reclamar e empurrar o juiz, recebeu dois cartões amarelos em sequência e acabou expulso.

Pronto. O Vasco, que já tinha uma vantagem mínima, teria de enfrentar boa parte do segundo tempo com um jogador a menos.

Porque aparentemente ganhar do Boca na Bombonera por 1 a 0 não era suficiente. Alguém achou que seria interessante acrescentar um desafio extra: defender o resultado com dez jogadores e milhares de argentinos empurrando o time da casa.

Andrés Gómez deixou o campo e provavelmente milhões de vascaínos tiveram a mesma reação:

“Meu filho, precisava disso agora?”

A expulsão complicou demais a situação e obrigou o Vasco a abandonar qualquer plano de tranquilidade. A partir dali, era concentração, entrega e muita atenção para não deixar escapar uma vitória histórica.

Léo Jardim fecha a porta. Robert Renan vira segurança.

Com superioridade numérica, o Boca Juniors partiu para cima.

O time argentino acertou o travessão, exigiu uma boa defesa de Léo Jardim e criou oportunidades para buscar o empate. Nos acréscimos, Robert Renan apareceu para bloquear uma finalização perigosa de Merentiel, enquanto Pumita Rodríguez evitou que Enner Valencia marcasse praticamente no último lance.

Foi aí que o Vasco mostrou algo fundamental em partidas eliminatórias: saber sofrer.

Nem sempre o time consegue controlar a bola, impor seu ritmo e jogar bonito durante os 90 minutos. Às vezes, é preciso defender a vantagem com inteligência, fechar os espaços e impedir que o adversário transforme pressão em gol.

O Vasco fez isso.

Léo Jardim segurou o que conseguiu, os defensores apareceram nos momentos decisivos e a equipe resistiu até o apito final.

A Preguiça resume a estratégia: quando o Boca apertou, o Vasco colocou o modo “hoje ninguém passa” para funcionar.

E funcionou mesmo!

Uma vitória para entrar na história

Além da vantagem na semifinal, o resultado colocou o Vasco em um grupo bastante seleto.

O clube carioca tornou-se o quarto time brasileiro a vencer o Boca Juniors em um confronto eliminatório na Bombonera, juntando-se a Santos, Paysandu e Internacional.

É um daqueles resultados que podem marcar uma campanha. O Vasco foi a Buenos Aires, enfrentou um adversário tradicional, fez seu gol e segurou a pressão mesmo depois de perder um jogador.

Ainda não há taça para levantar, claro. Mas a equipe construiu uma vantagem importante e deu um passo relevante rumo à final.

E tem um detalhe que deixa tudo ainda mais interessante: o Vasco busca voltar a uma decisão continental após 26 anos. A última foi em 2000, quando conquistou a Copa Mercosul diante do Palmeiras.

A possibilidade de disputar uma nova final dá um peso enorme ao confronto de volta.

Agora é resolver a classificação no Rio

A menos que a justiça determine mais uma vez que o jogo não pode acontecer no Maracanã como o preguiça falou nesse post aqui

Vasco e Boca voltam a se enfrentar na terça-feira, 20 de outubro, às 21h30, no Rio de Janeiro. A decisão judicial mais recente autorizou a realização do jogo no Maracanã, em meio à disputa pelo uso do estádio que já virou outra novela desta semifinal.

Com a vitória por 1 a 0, o Vasco joga pelo empate para garantir a classificação. Se o Boca vencer por um gol de diferença, a decisão vai para os pênaltis; se os argentinos vencerem por dois ou mais gols, avançam diretamente.

Em casa, com o apoio da torcida, o Cruz-Maltino terá a oportunidade de transformar a vantagem conquistada na Bombonera em uma vaga na final.

Mas fica o aviso: não existe classificação antes do apito final.

O Boca continua sendo o Boca. E quem acompanha futebol sul-americano sabe que esse tipo de adversário não costuma desistir só porque saiu atrás no placar.

A Preguiça explica

O Vasco venceu fora de casa, fez um gol importante, perdeu um jogador e precisou segurar uma pressão enorme para sair da Argentina com a vantagem.

Foi uma vitória construída com eficiência no primeiro tempo e resistência no segundo.

Adson decidiu. Léo Jardim salvou. Robert Renan apareceu. E o torcedor vascaíno, que talvez tenha começado a partida sentado tranquilamente, terminou praticamente abraçado ao sofá.

A expulsão de Andrés Gómez quase transformou uma noite histórica em um daqueles episódios de sofrimento que o clube já conhece tão bem. Mas dessa vez a história terminou com vitória.

Agora falta o capítulo final: jogar no Rio, suportar a pressão e confirmar a vaga na decisão.

A Preguiça deixa um conselho para o jogo de volta: nada de inventar moda, nada de dar presente e, principalmente, nada de expulsão desnecessária.

O Vasco já ganhou na Bombonera. Agora só precisa terminar o serviço.

Aquele futebol que dá até preguiça de comentar.

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