O Vasco estava tentando levar a semifinal para os pênaltis. Aí Leandro Paredes chutou de longe, Léo Jardim aceitou e a esperança cruz-maltina foi direto para o departamento de achados e perdidos.
O terceiro gol do Boca Juniors não foi apenas mais um gol sofrido. Foi aquele tipo de lance que faz o torcedor levantar do sofá, olhar para a televisão, olhar para o teto e perguntar: “Mas que diabos foi isso, meu goleiro?”
Aos 42 minutos do segundo tempo, quando o Vasco ainda tentava manter viva a esperança de chegar à final da Copa Sul-Americana, Leandro Paredes arriscou de longe. A bola veio com efeito, Léo Jardim não conseguiu defender e o Boca fez 3 a 1 no Maracanã, fechando o confronto em 3 a 2 no agregado.
Ge
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E lá se foi o sonho da final.
Meus amigos, a Preguiça já viu muita coisa no futebol. Já viu zagueiro dar passe para o atacante adversário, centroavante perder gol sem goleiro e lateral cruzar a bola para o estacionamento. Mas quando o goleiro resolve colaborar com a classificação do adversário, fica difícil defender até com advogado.
🧱 Paredes? Não. Era para ser uma defesa!
Vamos aos fatos: Paredes recebeu espaço e resolveu arriscar de muito longe. Não foi uma cobrança de falta indefensável no ângulo, nem uma bicicleta de dentro da pequena área. Foi um chute de longa distância, daqueles em que o goleiro precisa estar preparado para trabalhar.
Léo Jardim se posicionou mal e não conseguiu segurar a bola. A imprensa esportiva classificou o lance como uma falha decisiva, e não é difícil entender por quê: o gol aconteceu no fim, quando o Vasco tentava levar a decisão para os pênaltis.
Ge
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Paredes bateu, Jardim abriu a porteira e a classificação saiu correndo.
E o pior é que o nome do autor do gol praticamente escreveu a manchete sozinho. O Vasco não só deu com a cara na Paredes como ainda pagou ingresso para assistir ao próprio desastre.
Desculpa, torcedor. O trocadilho é ruim, mas a defesa foi pior.
🥱 O goleiro estava em modo economia de energia?
Tem chute que exige uma defesa milagrosa. Tem chute que exige reflexo de gato. E tem chute em que a principal missão do goleiro é fazer aquilo pelo qual ele é pago: defender a bola que vai na direção do gol.
Não estamos dizendo que todo chute de longe é fácil. A bola pode mudar de trajetória, ganhar efeito e enganar o goleiro. Mas, naquele momento, o Vasco precisava de segurança. Precisava que seu camisa 1 fosse o herói, não o personagem principal do replay que o torcedor vai querer esquecer.
Imagine a cena: mais de 66 mil pessoas no Maracanã, uma vaga na final em jogo, o time tentando reagir… e o goleiro transforma um chute de longe em um convite para a tragédia.
A Preguiça não sabe se Léo Jardim viu a bola chegando ou se estava esperando a notificação de que o jogo tinha acabado.
Talvez tenha pensado: “Paredes está muito longe, não vai dar nada”.
Pois é. Deu. Deu gol, deu eliminação e deu assunto para a corneta trabalhar até o fim do ano.
🧤 A defesa que virou pesadelo
O mais cruel é que o Vasco tinha conseguido reagir. Depois de um primeiro tempo ruim, Puma Rodríguez marcou e deixou o confronto empatado no agregado. O time voltou a acreditar, a torcida empurrou e a classificação parecia novamente possível.
Foi justamente quando o Vasco tentava aproveitar esse momento que veio o chute de Paredes. Em vez de levar a decisão para os pênaltis, o time sofreu o gol que praticamente encerrou a história.
uol.com.br
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Léo Jardim não foi o único responsável pela eliminação. O Vasco começou mal, cometeu erros defensivos e precisou correr atrás do prejuízo. Mas, quando um goleiro falha daquele jeito aos 42 minutos do segundo tempo, com uma vaga na final em jogo, é impossível fingir que foi apenas um detalhe.
É o tipo de lance que muda o humor de uma torcida inteira em dois segundos.
O torcedor que já estava calculando a ordem dos batedores de pênalti precisou recalcular a própria relação com o futebol.
📉 De segurança do time a assunto da semana
Léo Jardim já teve boas atuações pelo Vasco e não seria justo apagar todo o histórico do goleiro por um único lance. Mas também não dá para usar o passado como escudo para uma falha tão decisiva.
A atuação recebeu nota 2,0 no ge, que destacou o posicionamento ruim e a falha no chute defensável de Paredes.
Ge
E aqui entra a diferença entre criticar e perseguir: ninguém precisa dizer que o goleiro é incapaz ou que nunca mais deveria jogar. Mas, naquela noite, ele falhou em um dos momentos mais importantes da temporada.
O torcedor tem todo o direito de cobrar. Afinal, não era um amistoso de pré-temporada numa terça-feira chuvosa. Era uma semifinal continental, no Maracanã, com a chance de chegar à final.
A cobrança faz parte do futebol. O que não ajuda é transformar um erro em sentença eterna. O próprio Vasco precisa encontrar uma forma de reagir, porque a temporada continua — e o Campeonato Brasileiro não vai esperar o clube terminar de lamentar a eliminação.
🦥 A nota da Preguiça
Léo Jardim
2,0/10
Nota editorial da Preguiça para o lance decisivo
Motivo: falha em chute de longa distância no fim da partida, em um momento decisivo da semifinal.
Prêmio simbólico: luva de manteiga da rodada. Escorregou justamente quando não podia.
🏁 Veredito final: Jardim, fecha essa torneira!
A eliminação do Vasco teve vários responsáveis, mas o terceiro gol do Boca vai ficar marcado como o lance que transformou esperança em desespero.
Paredes chutou, Léo Jardim falhou e o torcedor vascaíno ganhou mais uma lembrança que preferia não guardar.
A Preguiça não deseja mal a ninguém. Mas gostaria de sugerir um treinamento especial para o próximo goleiro que enfrentar um chute de longe: posicionamento, reflexo, encaixe e, se sobrar tempo, uma conversa motivacional com as duas mãos.
Porque, meus amigos, se o adversário chuta do meio da rua, o mínimo que se espera é que o goleiro não abra a porta e ofereça um cafezinho.
E você, vascaíno: foi apenas uma falha infeliz ou Léo Jardim entregou a classificação numa bandeja para o Boca?
Comenta aí — a corneta está liberada, mas sem quebrar a televisão!
Aquele futebol que dá até preguiça de comentar. 🦥⚽

