Mengão economiza futebol na Argentina, não acerta um chute no gol e agora terá que resolver a parada em casa. Pelo menos a defesa trabalhou! 🥱⚽
Se o plano do Flamengo era deixar o torcedor com sono, missão cumprida.
Na noite desta quinta-feira (15), o Rubro-Negro visitou o Estudiantes, na Argentina, pelo jogo de ida da semifinal da Copa Libertadores 2026. O resultado? Um sonolento 0 a 0, com direito a pouca criatividade, ataque desaparecido e aquela sensação de que o time esqueceu de levar o futebol na mala.
O Flamengo voltou para o Rio com um empate importante na bagagem. Mas, pelo amor da camisa rubro-negra, precisava jogar tão pouco assim?
A vaga na final segue aberta, e a decisão será no Maracanã. Só que, se depender da atuação ofensiva em La Plata, a torcida vai precisar levar café, energético e um despertador para o próximo capítulo dessa história.
🥱 O Flamengo entrou em campo ou estava no modo economia de bateria?
O começo até dava a impressão de que o Flamengo tentaria controlar a partida. Mas, conforme o tempo passava, o Estudiantes foi crescendo, pressionando e mostrando mais vontade de transformar o jogo em alguma coisa.
E o Mengão?
Parecia aquele funcionário que bate o ponto, senta na cadeira e começa a contar os minutos para ir embora.
A equipe argentina conseguiu ocupar o campo ofensivo e criou situações perigosas. Do lado brasileiro, faltou velocidade na construção, movimentação e, principalmente, aquela capacidade de transformar posse de bola em ameaça de verdade.
O ataque rubro-negro passou boa parte da noite sem conseguir encontrar espaços. Quando encontrava, parecia que a última coisa que queria era finalizar.
O Flamengo terminou o jogo sem acertar nenhuma finalização na direção do gol de Muslera. Foram apenas cinco chutes, todos para fora.
Cinco chutes. Zero no alvo.
A preguiça foi tanta que o goleiro adversário praticamente terminou o expediente sem precisar sujar o uniforme.
🧤 Se não fosse a defesa, a história poderia ser outra
Vamos combinar uma coisa: se o ataque resolveu tirar folga, a defesa pelo menos apareceu para trabalhar.
O Estudiantes pressionou e teve oportunidades para sair na frente. Em um dos lances mais importantes, Léo Pereira apareceu para afastar uma bola quase em cima da linha e evitar que o Flamengo voltasse para o vestiário em situação ainda mais complicada.
Alex Sandro também ajudou a impedir que os argentinos transformassem o volume ofensivo em vantagem no placar.
E Agustín Rossi, quando exigido, passou segurança.
O sistema defensivo foi o setor que mais justificou o resultado. Enquanto a frente parecia estar esperando o ônibus para voltar ao hotel, a turma de trás precisou ficar ligada para segurar a pressão.
No fim das contas, o Flamengo não ganhou o jogo, mas conseguiu evitar a derrota.
E, em uma semifinal de Libertadores fora de casa, isso tem seu valor.
Só não vamos confundir uma defesa competente com uma atuação coletiva brilhante, combinado?
⚽ O ataque rubro-negro pediu para deixar para a próxima
Bruno Henrique teve poucas oportunidades de aparecer em condições favoráveis. Carrascal e Samuel Lino não conseguiram dar ao setor ofensivo a criatividade e a profundidade necessárias para incomodar de verdade.
Lucas Paquetá também não conseguiu comandar a criação como se esperava. O meio-campo teve dificuldades para transformar a posse em jogadas perigosas, e o time ficou devendo justamente no setor em que costuma fazer a diferença.
O problema não foi apenas deixar de marcar.
Foi a dificuldade para construir chances, acelerar o jogo e obrigar o Estudiantes a se preocupar com o que acontecia do outro lado.
O Flamengo parecia confortável demais com a ideia de que o 0 a 0 resolveria a noite.
Só que existe uma diferença entre administrar uma semifinal e passar 90 minutos esperando o apito final.
O empate pode ser estratégico. O futebol apresentado, porém, deixou bastante a desejar.
🧠 Foi estratégia ou preguiça mesmo, professor?
Depois da partida, a discussão ficou inevitável: o Flamengo foi inteligente ao priorizar a segurança defensiva ou exagerou na cautela?
Leonardo Jardim defendeu a postura competitiva da equipe e reconheceu as dificuldades enfrentadas diante do Estudiantes. Em uma semifinal continental, jogar fora de casa exige equilíbrio e atenção.
Ninguém está pedindo para o Flamengo sair atacando de qualquer jeito e entregar contra-ataques de presente.
Mas também não precisa transformar uma partida de futebol em uma reunião de condomínio: todo mundo fala, ninguém decide e, no final, fica tudo como estava.
O problema é que o Flamengo tem qualidade técnica para produzir muito mais. Por isso, a atuação deixou a impressão de que o time poderia ter tentado algo além de simplesmente sobreviver à pressão argentina.
A estratégia defensiva funcionou no placar.
A estratégia ofensiva, se é que podemos chamar assim, ficou devendo.
🏟️ Agora é no Maracanã! A preguiça precisa ficar na Argentina
O empate sem gols deixa a decisão completamente aberta para o jogo de volta, marcado para a próxima quinta-feira (22), às 21h30, no Maracanã.
A conta é simples:
- Vitória do Flamengo: vaga garantida na final.
- Novo empate: decisão nos pênaltis.
- Derrota do Flamengo: classificação do Estudiantes.
O Rubro-Negro terá a torcida ao seu lado e a oportunidade de mostrar que a atuação em La Plata foi apenas uma noite pouco inspirada.
Mas vai precisar melhorar bastante.
A equipe precisa ter mais intensidade, circular a bola com velocidade e encontrar maneiras de colocar seus atacantes em condições de finalizar. Não adianta esperar que o Maracanã faça gol sozinho.
A torcida pode empurrar, cantar, pular e transformar o estádio em um caldeirão. Só não pode entrar em campo para dar o passe final.
O Flamengo segue vivo e tem a chance de resolver a classificação em casa. O resultado foi útil, mas não apaga o futebol abaixo do esperado.
Na volta, é hora de trocar o modo economia pelo modo Libertadores.
Porque jogar uma semifinal com preguiça é perigoso. E o Estudiantes já mostrou que não vai facilitar.
🦥 Nota do Preguiça FC: o boletim da sonolência
Agustín Rossi — 7,0: passou segurança quando precisou aparecer. Fez sua parte para garantir o empate.
Léo Pereira — 8,0: um dos grandes destaques da noite. Salvou o Flamengo em um lance decisivo e foi firme na defesa.
Alex Sandro — 7,0: importante nos momentos de pressão, ajudou a evitar que o Estudiantes transformasse suas chances em gol.
Léo Ortiz — 6,5: atuação segura, embora o sistema defensivo tenha precisado trabalhar bastante.
Emerson Royal — 6,0: tentou contribuir, mas teve pouco espaço para apoiar e participar de jogadas ofensivas mais perigosas.
Erick — 6,0: cumpriu parte do trabalho defensivo, mas o meio-campo não conseguiu controlar a partida como precisava.
Saúl — 5,5: atuação discreta, sem conseguir dar a dinâmica necessária à saída de bola.
Lucas Paquetá — 5,5: faltou inspiração para organizar o jogo. Teve dificuldades para encontrar os companheiros e ainda recebeu cartão amarelo.
Carrascal — 5,0: pouco participativo na criação e sem conseguir desequilibrar nos momentos em que o Flamengo precisava acelerar.
Samuel Lino — 5,0: não conseguiu transformar velocidade em perigo real para a defesa argentina.
Bruno Henrique — 5,0: ficou isolado em boa parte do confronto e teve poucas condições para ameaçar o gol adversário.
Pedro — sem nota: entrou durante a partida, mas teve pouco tempo para mudar o panorama ofensivo.
Plata e Joaquín Freitas — sem nota: participaram na reta final, sem tempo suficiente para uma avaliação consistente.
🥱 Veredito final do Preguiça
Defesa: 7,5/10
Meio-campo: 5,5/10
Ataque: 3/10
Criatividade: 2/10
Preguiça em campo: 9/10
Resultado para o Flamengo: 7/10
O Flamengo conseguiu o que precisava para continuar vivo na semifinal: não perdeu na Argentina e decidirá a vaga diante de sua torcida.
Mas, se o time repetir no Maracanã o futebol apresentado em La Plata, a classificação pode virar uma dor de cabeça.
A Preguiça FC deixa o recado:
Empatar fora de casa é bom. Jogar como se estivesse esperando o fim do expediente é outra história.
Na quinta-feira que vem, queremos ver o Mengão acordado, mordendo e jogando bola.
Porque a vaga na final está logo ali.
E não dá para chegar nela bocejando! 🦥🔴⚫

